quarta-feira, outubro 11, 2006

Desenganado entrou num navio. Quando estava em alto mar percebeu...aquele não era seu rumo!

Alguém de cima do mastro gritou: “Tragam um balde e um esfregão”. Passou meses esfregando o convés. Por insuficiência e incapacidade foi despromovido a descascar batatas para a refeição dos marinheiros. Não havia saída. Pegou folha e caneta e escreveu uma carta. Colocou dentro de uma velha garrafa e a jogou em alto mar. Alguém haveria de achar e vir lhe resgatar. Algumas cordas amontoadas no porão lhe serviam de cama.

Um dia acordou com alguém lhe espetando uma espada. Estava na prancha. Embaixo, no mar, alguns tubarões o aguardavam. Se jogou para a morte certa, mas sua carne estava tão dura que até os tubarões o rejeitaram.

Acabou desacordado na praia de uma ilha. Deserta!

Passou anos sobrevivendo de cocos e peixes. Construiu uma cabana. Um dia, enquanto pescava achou uma garrafa. Havia uma folha dentro. Era uma carta. Era sua letra! A carta dizia:

”Socorro! Estou perdido! Alguém pode me dar um rumo? Por favor, não me negue ajuda.”

Olhou para o horizonte. Algumas gaivotas. Quando o sol já caíra, enterrou a garrafa.

A partir daquele momento ele seria uma extensão da ilha, totalmente alienado...

3 Comments:

Anonymous Dalila Flag said...

Será que há quem ajude alguém perdido? Pode ser. Mas quando até os tubarões fingem não ver... a coisa tá preta.
Mas ele já entrou muito mal no navio. Poderia ter ido até o final da viagem mas não quis. Saltou antes. Uma espécie de suicídio, não?
Que conto triste, mas muito bom!
Beijos

16 outubro, 2006 20:40

 
Blogger Jim Ritz said...

e desde quando ele teria capacidade de construir uma cabana?

17 outubro, 2006 17:17

 
Blogger Manoel van Pelt said...

Jim, nunca ouviu a piada do náufrago e da Cicarelli? eles tinham uma... hahahahahahaha

24 outubro, 2006 16:03

 

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