sexta-feira, outubro 27, 2006

Um dia da vida

Fui num jogo de futebol com o Jim esses tempos, comecinho de jogo e aqueles comentários iniciais, sai essa:

Maneco: tem que cuidar desse 19, esse joga muito!
Jim: se for ver bem, todos jogam...
Maneco: ahn??
Jim: cara, todos jogam! Uns mais, outros menos... Mas todos jogam...
Maneco: aaahhhh.........

Grande Jim... =)

terça-feira, outubro 24, 2006

Nada em especial

Desculpem a ausência, estive viajando... =)
Retomo as atividades normalmente hoje, quando a inspiração bater!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Sonhos

Estou numa fase tediosa...
Certas vezes é melhor ficar em casa do que sair e só se estressar. Estou assim desse jeito, cético com as coisas que não são, nos insistindo em empurrar pela garganta!

Há tantas coisas que o dinheiro não pode comprar, como na propaganda da MasterCard... Pra mim a vida não é tão simples como eles afirmam ser... "Tudo se resolve com o nosso cartão, seja feliz!"

Às vezes tentam nos empurrar coisas que fogem do nosso controle... Imagine-se numa propaganda de margarina. Você, seu filho, seu cachorro, pra sempre numa "paz" em que você não precisa trabalhar, seu filho não precisa estudar e tomar banho e seu cachorro não tem bafo ruim... Aquilo até acontece, mas em muitas vezes e em muitas vidas acontece somente uma vez, e nunca mais.

Mesma coisa vale para as "aventuras" aonde voce pega o seu carro e em 5 minutos está num lugar remoto onde está você e... você!

Sempre nos tentam fazer engolir essas coisas e acharmos que somos de fato felizes... Eu não tenho certeza disso.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Desenganado entrou num navio. Quando estava em alto mar percebeu...aquele não era seu rumo!

Alguém de cima do mastro gritou: “Tragam um balde e um esfregão”. Passou meses esfregando o convés. Por insuficiência e incapacidade foi despromovido a descascar batatas para a refeição dos marinheiros. Não havia saída. Pegou folha e caneta e escreveu uma carta. Colocou dentro de uma velha garrafa e a jogou em alto mar. Alguém haveria de achar e vir lhe resgatar. Algumas cordas amontoadas no porão lhe serviam de cama.

Um dia acordou com alguém lhe espetando uma espada. Estava na prancha. Embaixo, no mar, alguns tubarões o aguardavam. Se jogou para a morte certa, mas sua carne estava tão dura que até os tubarões o rejeitaram.

Acabou desacordado na praia de uma ilha. Deserta!

Passou anos sobrevivendo de cocos e peixes. Construiu uma cabana. Um dia, enquanto pescava achou uma garrafa. Havia uma folha dentro. Era uma carta. Era sua letra! A carta dizia:

”Socorro! Estou perdido! Alguém pode me dar um rumo? Por favor, não me negue ajuda.”

Olhou para o horizonte. Algumas gaivotas. Quando o sol já caíra, enterrou a garrafa.

A partir daquele momento ele seria uma extensão da ilha, totalmente alienado...

segunda-feira, outubro 02, 2006

Bebi tanto que senti minha pernas tremeram. Fui ao chão em instantes. Recostado no canto do meu quarto dormi. Um velho me acordou. Falou para que eu não tivesse medo. Perguntei o que queria. Queria saber se eu estava disposto a mudar o futuro do país. Não lhe respondi nada. Pensei em como seria estar no gabinete do presidente, bebendo champagne acompanhando de belas mulheres. Ao fundo uma buzina de navio me chamou a atenção. Não havia mar. Não havia navio. Havia muitas árvores. Uma floresta. O som vinha de uma espécie de máquina rupestre. Realmente me senti ébrio. Prometi parar de beber. Alguém me pegou pela mão. Uma jovem. Cabelo castanho. Queria saber onde era o banheiro. Não me lembro bem, mas acho que indiquei o caminho do sótão. O velho sorriu. A buzina fez soar-se. Senti gosto de champagne. Tudo começou a rodar. Senti de repente que estava caindo. Parei. O ar estava com um cheiro podre. Estava num pântano. Um jacaré me acenou e apontou o céu. Havia sol. Havia lua. Aos meus pés uma pá. Um cavalo passou galopando e deixou cair um baú. Não havia cadeado. Abri. Dentro havia muitas jóias. Havia ouro. Não senti vontade de pegar. Enterrei o baú. Fiz um X em cima. Pedi a um dragão que não deixasse nenhum homem chegar perto desse local. Desenhei um mapa com várias coordenadas e entreguei-o a um bebê que disse ser um anjo. Ele tocava harpa e disse amar todos os humanos. Ele me levou a uma cidade feita de cartolina. Sentei num banco de isopor e senti o cheiro das flores de papel crepom. Choveu. Corri e me escondi debaixo de um telefone público. O telefone tocou. Atendi. Era o velho. Me disse: Recobra-te e siga seu caminho. Esqueça-te que veio nesta vida para subir degraus. A escada acabou. Me senti leve. Uma luz forte invadiu meus olhos. Acordei e me vi num necrotério. Droga. Acho que dessa vez não terei uma segunda chance.