quarta-feira, novembro 15, 2006

Poucas e (nem tanto) boas

Quando não temos o que falar nos pomos a falar besteiras. Estou de mudança. Não sei como organizar meus discos para este processo. Tenho muito a decidir e pouco tempo pela frente.

O Natal está chegando e aos poucos os shoppings estão ficando cada vez mais lotados pelos instintos de capitalistas selvagens! Pelo menos minha família é pequena e não terei problemas pois as lembrancinhas já estão compradas. Saíram de lojas de rua e foram barganhadas.

Quase atropelei meu cachorro ontem a noite e há dias que não faço nada construtivo.

Mas hoje é feriado e logo mais irei a um casamento de mais um amigo que se enforca. Isso é angustiante...

quinta-feira, novembro 02, 2006

MEU FILHO MACONHEIRO

Nunca pensei que isto aconteceria na minha família. Foi um choque! Achei a tal da maconha no quarto do meu filho Tiago. Fiquei assustadíssima! Lá estava ela jogada no chão, desafiadora, olhando para mim. Reconheci-a imediatamente pois já tinha a visto no “Cidade Alerta”. A famosa maconha, aquele pó branco, perfumado e com aspecto familiar. Basta fumar uma vez e pronto! Você estará viciado para sempre!

Olhei melhor e percebi que Tiago a escondia num frasco de talco. Gelei na hora. Ele também estaria traficando a tal da maconha! Agora tudo fazia sentido. Lembro-me do dia em que vi, pela fresta da porta do quarto, Tiago sacudir seu tênis antes de sair. Era lá que ele escondia a droga para vender nas ruas. Nervosa, comecei a procurar alguma maconha nos seus outros pares de tênis. Cheirei um por um para ver se encontrava algum resto ali. Acordei do desmaio ao lado da poça de vômito. A maconha, quando estocada, fica um cheiro desgraçado de feto de urubu molhado! Aquilo não estava acontecendo!!! Quem diria, o meu Tiago, um garoto exemplar de 12 anos, excelente aluno, tinha se tornado um viciado mercador da morte!
Após me acalmar um pouco, decidi enfrentar o problema. Certa feita, vi no programa da Hebe um psicólogo falando que os pais deveriam conhecer os efeitos da droga para poderem identificar um possível usuário na família. O que fiz então? Resolvi eu mesma fumar a famosa erva do diabo! Peguei um cachimbo velho do meu marido Anselmo, enchi-o com o pó maldito e acendi. Traguei o quanto pude. Tossi muito, engasgando várias vezes. De repente, uma nuvem branca surgiu do nada. Sentia tudo girar! Vários pensamentos esquisitos foram aparecendo na minha mente…
Agora estava claro que eu odiava cozinhar quiabo para o Anselmo, aquele sacana! Quiabo na panela antiaderente de teflon. Nada gruda numa panela destas, eles dizem. Pois sim! Se nada gruda nessa panela, como é que eles fizeram para grudar o teflon nela, porra? Eu vou é grudar uma panela de teflon antiaderente na cara do Anselmo, aquele filho de uma puta aderente! Aderente à calcinha, eles dizem! Pois sim! Nunca mais vou usar a merda do O.B! O. B.? O.B. - Obstrutor de Buceta! Grandes merdas! Não é mole enfiar aquele troço não, meu chapa! Eu queria ver o Anselmo enfiar um maço inteiro de quiabo no cu. Quiabo cru! Fala rápido: quiabo cru! Quiabo cru! Quiabro o cu! Abro porra nenhuma, rapaz!
Que horror! Estava em transe e não tinha notado! Que droga mais poderosa aquela! Eu, mãe, esposa e dona de casa, em apenas 15 minutos havia me tornado uma maconheira profissional! Pronto, estava viciada para sempre! A transviada do 502! Que vergonha, o que os outros iriam dizer? Não, aquele seria o meu segredo! Ninguém poderia ficar sabendo. Devido ao efeito da maconha, minha língua ficou branca e com um gosto miserável de talco. Para não dar na vista, resolvi que não abriria a boca, não falaria nada com Tiago. Apenas torceria para que o meu pequeno traficante deixasse cair mais da tal da maconha no seu quarto para que eu pudesse sustentar esse meu vício eternamente…
Adolar Gangorra - www.adolargangorra.com.br

sexta-feira, outubro 27, 2006

Um dia da vida

Fui num jogo de futebol com o Jim esses tempos, comecinho de jogo e aqueles comentários iniciais, sai essa:

Maneco: tem que cuidar desse 19, esse joga muito!
Jim: se for ver bem, todos jogam...
Maneco: ahn??
Jim: cara, todos jogam! Uns mais, outros menos... Mas todos jogam...
Maneco: aaahhhh.........

Grande Jim... =)

terça-feira, outubro 24, 2006

Nada em especial

Desculpem a ausência, estive viajando... =)
Retomo as atividades normalmente hoje, quando a inspiração bater!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Sonhos

Estou numa fase tediosa...
Certas vezes é melhor ficar em casa do que sair e só se estressar. Estou assim desse jeito, cético com as coisas que não são, nos insistindo em empurrar pela garganta!

Há tantas coisas que o dinheiro não pode comprar, como na propaganda da MasterCard... Pra mim a vida não é tão simples como eles afirmam ser... "Tudo se resolve com o nosso cartão, seja feliz!"

Às vezes tentam nos empurrar coisas que fogem do nosso controle... Imagine-se numa propaganda de margarina. Você, seu filho, seu cachorro, pra sempre numa "paz" em que você não precisa trabalhar, seu filho não precisa estudar e tomar banho e seu cachorro não tem bafo ruim... Aquilo até acontece, mas em muitas vezes e em muitas vidas acontece somente uma vez, e nunca mais.

Mesma coisa vale para as "aventuras" aonde voce pega o seu carro e em 5 minutos está num lugar remoto onde está você e... você!

Sempre nos tentam fazer engolir essas coisas e acharmos que somos de fato felizes... Eu não tenho certeza disso.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Desenganado entrou num navio. Quando estava em alto mar percebeu...aquele não era seu rumo!

Alguém de cima do mastro gritou: “Tragam um balde e um esfregão”. Passou meses esfregando o convés. Por insuficiência e incapacidade foi despromovido a descascar batatas para a refeição dos marinheiros. Não havia saída. Pegou folha e caneta e escreveu uma carta. Colocou dentro de uma velha garrafa e a jogou em alto mar. Alguém haveria de achar e vir lhe resgatar. Algumas cordas amontoadas no porão lhe serviam de cama.

Um dia acordou com alguém lhe espetando uma espada. Estava na prancha. Embaixo, no mar, alguns tubarões o aguardavam. Se jogou para a morte certa, mas sua carne estava tão dura que até os tubarões o rejeitaram.

Acabou desacordado na praia de uma ilha. Deserta!

Passou anos sobrevivendo de cocos e peixes. Construiu uma cabana. Um dia, enquanto pescava achou uma garrafa. Havia uma folha dentro. Era uma carta. Era sua letra! A carta dizia:

”Socorro! Estou perdido! Alguém pode me dar um rumo? Por favor, não me negue ajuda.”

Olhou para o horizonte. Algumas gaivotas. Quando o sol já caíra, enterrou a garrafa.

A partir daquele momento ele seria uma extensão da ilha, totalmente alienado...

segunda-feira, outubro 02, 2006

Bebi tanto que senti minha pernas tremeram. Fui ao chão em instantes. Recostado no canto do meu quarto dormi. Um velho me acordou. Falou para que eu não tivesse medo. Perguntei o que queria. Queria saber se eu estava disposto a mudar o futuro do país. Não lhe respondi nada. Pensei em como seria estar no gabinete do presidente, bebendo champagne acompanhando de belas mulheres. Ao fundo uma buzina de navio me chamou a atenção. Não havia mar. Não havia navio. Havia muitas árvores. Uma floresta. O som vinha de uma espécie de máquina rupestre. Realmente me senti ébrio. Prometi parar de beber. Alguém me pegou pela mão. Uma jovem. Cabelo castanho. Queria saber onde era o banheiro. Não me lembro bem, mas acho que indiquei o caminho do sótão. O velho sorriu. A buzina fez soar-se. Senti gosto de champagne. Tudo começou a rodar. Senti de repente que estava caindo. Parei. O ar estava com um cheiro podre. Estava num pântano. Um jacaré me acenou e apontou o céu. Havia sol. Havia lua. Aos meus pés uma pá. Um cavalo passou galopando e deixou cair um baú. Não havia cadeado. Abri. Dentro havia muitas jóias. Havia ouro. Não senti vontade de pegar. Enterrei o baú. Fiz um X em cima. Pedi a um dragão que não deixasse nenhum homem chegar perto desse local. Desenhei um mapa com várias coordenadas e entreguei-o a um bebê que disse ser um anjo. Ele tocava harpa e disse amar todos os humanos. Ele me levou a uma cidade feita de cartolina. Sentei num banco de isopor e senti o cheiro das flores de papel crepom. Choveu. Corri e me escondi debaixo de um telefone público. O telefone tocou. Atendi. Era o velho. Me disse: Recobra-te e siga seu caminho. Esqueça-te que veio nesta vida para subir degraus. A escada acabou. Me senti leve. Uma luz forte invadiu meus olhos. Acordei e me vi num necrotério. Droga. Acho que dessa vez não terei uma segunda chance.

quinta-feira, setembro 21, 2006

As coisas mudam...

A gente percebe que realmente cresceu quando o guardinha da rua, que sempre te chamou de Manequinho, te chama de Dr. Manoel quando te encontra chegando em casa, tarde da noite...

quinta-feira, setembro 14, 2006

A Batalha de Águas

Muitos tem me pedido para contar uma história. Não lembro de nenhuma história que me venha a cabeça. Apenas de uma. A história da Batalha das Águas.

Houve um tempo em que a ganância das pessoas não era só por dinheiro ou poder. Houve um tempo em que bruxas, isso mesmo, bruxas, atormentavam os homens. Foi assim que começou a Grande Batalha de Águas.

“O inverno estava sendo rigoroso. Havia neve pelos campos e plantações. Na data mais comemorada pelo Reino de Biphí, por se tratar do dia de sua independência, quando eles expulsaram de suas terras todos os bárbaros e ladrões que se escondiam do grande império, o exército já se reunia. Mas não era uma reunião formal para as devidas cerimônias e homenagens à data. O exército se reunia para a batalha. Havia muita tensão no ar, pois não seria uma batalha fácil. Do norte, vindo do litoral, chegou um reforço, o exército de um reino vizinho, do qual formava os melhores almirantes de que alguém pudesse imaginar. Soldados, cavaleiros, arqueiros, catapultas e muitos voluntários andavam de um lado para outro às ordens dos generais. A batalha já estava para começar.


Havia um bosque, ao leste, numa terra distante, que era assombrado pelas bruxas. Em sua ganância e pelo ódio que sentiam pelos homens, elas poluíram e contaminaram todos os rios e lagos que pertenciam às terras médias. A água potável já não existia mais. E para que esse não fosse o fim do homem, eles deveriam acabar com elas.

Por isso era necessário invadir e acabar com o bosque. As águas do planeta não podiam continuar sendo poluídas. Não havia ninguém no reino de Biphí que não estivesse disposto a fazer o seu melhor possível.

Nos dois primeiros dias a batalha foi árdua. Muitas mortes. A neve que cobria o chão do bosque foi coberta por sangue. Alguns começaram a perder a fé. As bruxas pareciam invadir os sonhos dos homens e atormenta-los. Rondas eram feitas perto das barracas dos generais, para que esses pudessem ter um momento de tranqüilidade enquanto armavam novas estratégias. Mas a batalha estava sendo dada como perdida.

Mas, foi ao terceiro dia, que ao cair de uma chuva fina, os soldados voltaram a ter esperanças. Apareceram ao fim da estrada, reforços. Eram muitos soldados. Faziam-se muitas filas e mais filas com soldados. À frente, guiando os soldados estava o Marechal mais respeitado de todos. Muitos acreditavam ser ele um mito. Ele e seu exército eram detentores de um amuleto mágico, forjado no fogo mais ardente do Conselho do Reino de Biphí, capaz de enfraquecer as bruxas. E não fora só isso. Outro General se fazia presente, Casemirus terceiro. Isso trouxe alegria aos soldados que estavam abatidos pelos dois primeiros dias de batalhas.


Houve um grande conselho com os generais. Formularam suas táticas para vencer a batalha. Ao cair da noite o bosque foi invadido. O amuleto de fato tornara as bruxas mais fracas. Algumas foram mortas com facilidade, enquanto suplicavam suas vidas aos soldados. Infelizmente houve muitas perdas, como a do Marechal Gris. Este que sempre fora envolvido com os assuntos diplomáticos não estava preparado para tamanha batalha. Foi uma grande perda.

Algumas bruxas conseguiram fugir, se escondendo pela noite adentro. Mas a água estava salva. Não haveria mais quem a poluísse.


Aos três mais bravos guerreiros coube enterrar os restos mortais das bruxas. Eles foram incumbidos de adentrar o bosque e não deixar que nenhuma bruxa que tivesse sobrevivido saísse de lá. Para tal, cada guerreiro ganhou um instrumento de proteção: ao primeiro foi dada uma caixa gigante, quadrada e muito pesada, ao qual, quando aberta emitia uma luz forte e um som irritante, que espantavam as bruxas. Ao segundo lhe foi dado um pó mágico, de cor branca e leve, que quando jogado numa bruxa a pretificaria. E ao terceiro, foi dado um tripé, o qual serviria de prisão eterna para as bruxas.

E assim a Batalha de Águas teve seu final feliz.”

segunda-feira, agosto 28, 2006

Ações e Reações

Prezados,

Dado o sucesso repentino do nosso blog, eu, Jim Ritz, me pronuncio a respeito da nossa ausência durante os últimos dias.

Como vocês, leitores, blogueiros e afins, puderam ver a última semana foi agitada. Muitos tópicos muitos comentários e, enfim, muita agitação. Somos humanos apesar de tudo, e por isso temos diferentes reações aos fatos. Algumas são mais fortes e outras nem tanto. A vida é assim, né...

Eu particularmente decidi passar um tempo refletindo na vida, um retiro interior. É um retiro chamado D.I. (sigla para Descobrimento Interior). Há meses tentam me convencer a fazer este curso e é chegada a hora. Isso é bom? Sim, é muito bom! Porém uma das regras ao ingressar no curso é evitar ao máximo a utilização de aparelhos eletrônicos (celular, computador, etc...). Isso me impedirá de postar novos textos.

Isso falando de mim... Hoje tive uma conversa com Manoel (Van Pelt), e ficou decidido que teremos um novo integrante no blog. Ainda estamos chocados com a ausência do nosso amigo Tommie, mas nem por isso deixaremos de divulgar o blog. Certamente quem for convidado terá uma difícil meta de substituí-lo a altura.

Certos de sua compreensão, deixo meus sinceros agradecimentos pelo apoio prestado por todos. Obrigado.

terça-feira, agosto 22, 2006

O Adeus...

A tarde estava nublada, mas batia um vento agradável em seu rosto. Tommie esteve andando pelas ruas da cidade o dia todo. Sem rumos ou direções, apenas andando. Não se lembrara nem da última rua pela qual andou. Sentou-se num banco, que beirava uma praça, onde alguns vendedores ambulantes sentados de joelhos sobre seus tapetes, expunham suas mercadorias artesanais. Um desses tapetes com mercadorias lhe chamou atenção. Tommie levantou-se e chegou perto, pegando um livro nas mãos. Era um livro simples, de brochura, mais ou menos umas duzentas páginas. Olhou bem a capa. Por um súbito momento lhe bateu um frio na espinha, e suas mão tremeram. Algo familiar naquele livro lhe causou um repentino choque. Mas que estado de choque, ele estava paralisado, olhos envidrados.

Tommie estava perplexo com o que estava vendo. Segurava em suas mãos um livro azul, intitulado “As aventuras de Willy Caolho & Jack” assinado por Tommie Skrew Swamp. Era impossível existir tal livro. Esses eram o nome e as histórias de Tommie. Ele escrevia apenas para um periódico, junto com alguns amigos. Nunca imaginou algum dia ver seus personagens ganharem espaços em páginas de livros.

Mas não entendia como aquelas histórias chegaram a ser publicadas, ainda mais sem seu consentimento. Parecia uma criança folheando o livro, e a cada página que via lia coisas totalmente familiares. Suas histórias. Seus personagens. Suas palavras. Suas idéias.

Por um momento sentiu saudades, e algumas lágrimas caíram de seu rosto. Tommie fechou os olhos e lembrou-se de uma frase que criara para um de seus personagens: “quando morremos deixamos de existir”.

Tudo ficou tão lógico. Tommie entendia o porque era possível existir aquele livro.

Fechou-o e o colocou de onde havia retirado, e chorando, partiu andando. Sem direções ou rumos.




Tommie Skrew Swamp morreu dia vinte e um de agosto de dois mil e seis, no escritório de sua casa, enquanto escrevia a última história de Willy Caolho & Jack.

=?

Prezados leitores,

Me desculpem por não estar escrevendo aqui seguidamente.

Percebi que tenho perdido muito tempo assistindo TV.

A partir de hoje vou utilizar melhor o meu tempo fazendo coisas como ler mais livros e escrever mais aqui.

Tenho que terminar agora porque meu programa favorito vai começar.

Seu amigo,

Maneco van Pelt

quarta-feira, agosto 16, 2006

71%

Hoje fui pro bar antes de ir pra aula. Pra que... Com um bom bohêmio acabei não indo assisir à classe. No caminho de volta pra casa, no costumeiro ônibus madrugueiro duas moças ao meu lado conversavam:


- Só ralei hoje no trabalho.

- Pois é... - Disse a outra, tão desolada quanto a primeira.

- Ainda que hoje é só quarta-feira.

- Pois é... Bem que podia ser sexta

- Ah, nem me fale - suspirando.


Então me perguntei: será que a única diversão do povo é esperar que a semana passe logo para chegar ao sábado? Será que essas pessoas não vivem durante os dias úteis. Aliás, o quão úteis são esses dias para essas pessoas?


Será que um dia útil é tão útil quanto um dia de final de semana? Todos esses pensamentos, claro, vieram num estado ébrio (como diria meu amigo Tommie).


Será que a vida só acontece durante o sábado e domingo? E o resto dos dias? E os 71% da vida sendo levados durante os cinco demais dias? Será que essas pessoas esperam todo esse tempoe perdem 71% da vida achando que devem ser felizes só durante o final de semana?


Por mim hoje podia ser segunda-feira. Da semana passada.

Quem realmente sou!

Menosprezo eu, um nome, ocultando minha egolatria. É assim. Não distante, reviverei ébrio.

Tommie S. Swamp

terça-feira, agosto 15, 2006

Segundas podem ser legais

O fim de semana foi meio parado e trabalhei o dia todo... Tava caindo de sono quando saí do trabalho e ainda tinha aula na faculdade.

Direito Aduaneiro, tributação... super empolgante pra uma noite de uma segunda-feira!

De repente, uma mensagem no celular:
"Absolut Vanilia, alguns energéticos, casa sozinha e muita saudade. E aí??"

Tem pessoas que realmente sabem animar uma segunda-feira. Ah, se tem...

segunda-feira, agosto 14, 2006

O cunhadão

Morri.Foi numa viagem em uma estrada sinuosa, de carona com minha irmã e o cunhadão.

Pra explicar a vida dele é preciso de uma outra história, mas, obviamente, ele é um idiota!

Tudo ia mais ou menos bem: minha irmã dormindo no banco da frente, o cunhadão fazendo merda no volante e eu ali, só de olho. De olho que vi uma placa dizendo "Cuidado, falha na pista". Obviamente só eu vi.

Dali em diante foi-se tudo. Ele tentou ultrapassar um caminhão na curva, perdeu controle e a proteção da estrada não foi suficiente para o impacto do carro.

Mesmo assim, dos três ali naquele carro eu fui o único a saber porque morri.

sexta-feira, agosto 11, 2006

O irlandês...

Chegou ao consultório odontológico e sentou-se no sofá.

A secretária balançou a cabeça afirmativamente para mostrar que havia o visto chegar e continuou lixando a unha.

Do som saia uma música ambiente. A música parecia ser relaxante e calma.

Ele ficou encarando o nada por alguns minutos.

Na mesinha de centro, algumas revistas de fofocas de meses anteriores.

Coçou suas suíças ruivas, ajeitou os óculos e prosseguiu olhando o vazio.

A música continuava. Estava havendo um solo de sax.

Voltou a coçar as suíças ruivas, ajeitou os óculos e alisou o bigode.

A música parecia mais alta.

Se levantou e foi até o corredor que antecedia a porta.

Voltou com uma machado que havia tirado da porta de incêndio e o fincou bem no meio do som.

Sentou-se no sofá e continuou aguardando ser chamado para a consulta.



Tommie S. Swamp

quarta-feira, agosto 09, 2006

Sobre ser um van Pelt...

Pobre Manoel van Pelt.

De todos os Manoel van Pelt por aí, ele é o mais Manoel van Pelt de todos.

terça-feira, agosto 08, 2006

Willy Caolho & Jack - Whisky

- Jack…

- Jack…

- Jack, acorde! – gritou um alegre Willy Caolho
- Que foi Willy? – um sonolento Jack, saindo de seu recluso reduto.
- Venha ver uma coisa. – Willy, estava na beirada da sacada de seu casebre.
- Mas a essas horas da madrugada? Não pode deixar o dia nascer? – Jack, percebendo que a lua ainda estava no meio do céu.
- Deixe de reclamar seu jacaré preguiçoso, para você tanto faz ser dia ou noite. Você mesmo disse que não sofre com a ação do tempo, portanto não sente sono.
- Sim, eu sei Willy. Mas eu estava concentrado em nossos pensamentos.
- Depois você pensa. Ou melhor, nós pensamos. Agora veja isso. – apontando em direção ao pântano
- Ver o que Willy?
- Você não está vendo?
- Não Willy...o que é para ver?
- O pântano!
- O que tem o pântano Willy?
- Não vê? Ele está girando!
- Willy, acho que você está bêbado. O que você bebeu?
- Bebi só umas garrafas de whisky!
- Você diz aquelas 7 garrafas de whisky que estão em cima da mesa?
- Por aí...mas veja, o pântano. O pântano está girando! Isso não é maravilhoso?
- Ah se é... – se já era difícil dialogar com Willy sóbrio, pior era um Willy ébrio. – mas ele só está girando para você. Para mim ele continua parado.

E ficou Willy Caolho, de braços abertos na beira da sacada de seu casebre, vendo o pântano girando, girando...girando...girando...até que sentiu seu corpo ganhar peso para frente e cair desenfreado na grama, em frente a sacada. Dormiu ali mesmo.

Jack estava tão feliz por se sentir livre. Não havia mais ninguém para lhe perturbar por algum tempo. Até que sentiu um tapa nas costas:

- Jack, como é bom ver você amigo!

Jack se assustou, afinal, nunca sentira um contato físico antes.

- Quem...quem é você?! – Jack, assustado com tal fato.
- Eu sou nosso eu ébrio!
- Não pode ser!
- Claro que pode. Quando o seu outro eu bebe, ele me libera.
- Então seriamos 3 eus?
- Deixe de ser bobô, jacaré. Vocês são 2. Eu sou só uma manifestação mais desprendida de Willy!
- Então você é o Willy?
- Não, eu sou eu.
- Ai, ai...acho que isso vai demorar para passar...
- Ótimo, enquanto isso que tal jogarmos cartas?

- Era o que me faltava...- murmurou Jack, imaginando a ressaca que o aguardava.

Tommie S. Swamp

quinta-feira, agosto 03, 2006

Eu vi as notícias hoje. Algumas, só...
Política, política, política e política.

Um pouco de violência, pra variar...

Mais uma vez as coisas mostraram que sou só mais um van Pelt nesse mundo.

Mas tinha lá uma notícia sobre Stonehenge, um sítio arqueológico celta de pedras (tipo aqueles menires que o Obelix carrega) na Inglaterra.

Fiquei afim de ir pra lá.

Ser um van Pelt in Stonehenge.